Frei Galvão através dos tempos

Em 21 de maio de 1936, foi inaugurada a Igreja e Convento Franciscano de Nossa Senhora das Graças, patrimônio artístico e cultural do município de Guaratinguetá. Nessa casa franciscana foram realizadas em 1939, inúmeros festejos comemorativos do bicentenário do nascimento de Frei Galvão. Dois marcos importantes e artísticos ficaram dessas festividades, podendo ser visitados na Igreja de Nossa Senhora das Graças, à rua Vigário Martiniano.

No interior da Igreja, à direita de quem entra, está o Confessionário de Frei Galvão. Nele, em um alto relevo em gesso dourado, está a figura clássica de Frei Galvão, em uma obra de arte de Arthur Pederzolli.

À entrada da mesma igreja, à esquerda, está a placa comemorativa, executada em bronze para homenagear o bicentenário do nascimento de Frei Galvão, com a profética inscrição: “O Santo é o melhor presente de Deus ao mundo. Em 1739 nasceu nesta cidade de Guaratinguetá Frei Antônio de Sant’Ana Galvão que, tendo ingressado na Ordem de São Francisco em 1760, viveu como um Santo, espalhando o bem por toda a parte, e como Santo morreu em 1822, deixando uma memória abençoada, que perdura até nossos dias”.

Durante a Revolução Constitucionalista de 1932, formou-se em Guaratinguetá o Batalhão Frei Galvão - nome escolhido pela fé dos paulistas que nele se alistaram em prol de tão nobre causa. O Batalhão Frei Galvão lutou na Serra da Mantiqueira, próximo ao túnel e em outros pontos da região. Com a proteção de Frei Galvão, não teve baixas. A fotografia do artista Ernesto Quissak registra alguns dos participantes do Batalhão Frei Galvão na Guerra dos Paulistas.

Nesse ano a Câmara Municipal de Guaratinguetá, para preservar a memória do Santo, deu a denominação de Rua de Frei Galvão à rua da casa onde ele nasceu.

Sendo casa de esquina, a rua lateral recebeu o nome de Rua de Frei Lucas. Foi este frade, guaratinguetaense como Frei Galvão, que terminou as obras do Mosteiro da Luz, em São Paulo, após o falecimento do Santo. Frei Lucas foi ainda, o primeiro biógrafo de Frei Galvão, registrando em seus escritos, a santidade do patrono da rua Frei Galvão, no centro histórico da cidade.




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